segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Triunfo

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
"No passo e no tempo"
Como pensamento, sou vago, profundo, indiscreto, imperfeito,
assim como os dos alheios que conheço.
Teimo em ser como sou, mesmo não o querendo,
pois no final faz valer a pena.
E a quem diga que não. E quem não diria?
O corpo, na maioria das vezes pede um carinho apenas,
nada a mais do que não seja necessário
para sintonia das notas que formam meu soneto.
E os tons produzidos pelas notas vacilam e oscilam
entre harmônicas e singulares partes de um ser em busca de um eixo.
Ser convalescente de uma transformação não necessária,
mas natural de uma existência.
A mudança natural dos hábitos, rotina e apegos,
são nada mais do que reflexos desapercebidos
da necessidade de se adaptar ao meio.
O que leva a uma mudança constante
e interna dos sentimentos, vontades e desejos.
Leva a crer por final,
que mal se conhece aquele que não se permite mudar!
..... é isso apenas, algumas palavras..
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Chinoiseries

segunda-feira, 27 de julho de 2009
movimento de vertigem - 24.07.09
Eu corri e corri, precisava chegar primeiro em casa, meus obstáculos eram duas ruas inclinadas que davam em casa, e meu chinelo que estava arrebentado. Eu tinha seis anos, e corrida era contra eu mesmo, ou melhor, o campeonato de corrida que imaginava. Meu corpo se comportava como de um atleta desengonçado, meu peito inclinado, minhas mãos que ganhava o ar, e minha boca que pronunciava um narração eufórica da vitoria, que ainda não sabia ser minha, tinham dois na minha frente.
Sozinho para quem me via de fora, e entre muitos e uma mata fechada para quem me via de dentro, corria desesperado, não sabendo se falava ou respirava. Estava perto da esquina, no meio de percurso, já avistava minha casa na outra esquina. Acelero o passo, e a imagem da minha casa é trocada pelo do asfalto. Meu chinelo arrebenta de vez, sou traído pelo meu equipamento de corrida. Lembro que fiquei parado olhando o horizonte entre o asfalto e minha casa. Pensei “estou em uma corrida, não posso parar”. Todos os outros corredores passam na minha frente.
Eu levantei joguei meu chinelo fora, e descalço caminhei até minha casa. O sangue escorria na minha cara, o corte foi profundo. Cheguei em casa e fui recebido pela minha mãe, ela olhou assustada e eu ri, estava feliz por completar a prova, ainda mais sangrando, tinha as coisas que meu time o Corinthians tinha também, pelo menos era o que meu pai dizia, e eu só acreditava, ele era meu pai.
Minha mãe desesperada venho em minha direção, quando ela encostou no meu supercílio, voltei a realidade, uma puta dor se apossou da minha cabeça, então chorei e chorei, minha camiseta esta cheio de sangue (para mim era cheio), sentei no chão, minha cachorra nina, uma vira-lata, veio, acho que tentando me ajudar. E me levaram direto para o posto de saúde do bairro. Levei seis pontos, gazes e esparadrapo faziam parte do rosto agora, era bonito e feio, heróico e dolorido. Tenho uma foto comigo, com o esparadrapo e a camiseta do Mikey, comendo melancia com mão (sempre gostei disso), e um sorrido de lembrança vem até meu rosto com 24 anos hoje.
Passando cinco anos, meu irmão também cortou o supercílio, no meu lado do rosto, com seis pontos, com seis anos. Mas dele, uma gangorra o acertou. Deve ser coisa de família isso.
Encontro
Hoje,
Dia do contato!
Da referência de viver e ser vivido,
apenas para sentir o prazer de estar presente!
E, assim, de corpo e alma se encontram.
Masturbam-se em sintonia do acaso,
sangue da mesma carne.
Retornam, então, ao lar inconsciente,
constante da ausência daquilo que faz e não faz falta.
Descaso de um passado entregue ao destino.
A cada recomeço inesperado resolvem,
envolvem e dissolvem a carência permanente.
Carinhos de abraço, ausentes do descaso,
com forte apego beijam a pele, entregam-se.
Nada se perde, tudo se encontra!
E percebem, ao pouco que segue,
que viva!... não adormeça!
Diante da fraqueza,
supere, entregue de pura beleza a verdade.
Mesmo que apenas uma vez! Uma única! Seja!
(werther fioravanti, 2009)domingo, 26 de julho de 2009
Wave
sexta-feira, 24 de julho de 2009
filho de Goethe
loucura!
essa alma cantando se rola em lágrimas,
mal entende o emaranhado de emoções e confusões presentes.
atordoa o corpo!
a pele trêmula,
cheia de marcas.
confusa alma,
interpretada por um espírito louco,
sem controle!
divide em partes tantas dúvidas
que já delas não tem respostas.
se perde pobre ser apaixonado,
filho de Goethe.
controle, não se conhece mais.
atordoado, pilhado em gestos, corpo suado, jogado.
carma desse nome?
o que se faz? sem vontade, sem cor?
o eixo de tudo se vai.
aonde vai? volta!
alma atordoada, não suporta tanta distância,
já havia falado.
e ainda tem o que é mal resolvido.
adiado talvez, quem sabe.
pobre alma,
com tanto e tão pouco.
intensa vontade de enlouquecer,
necessidade!? talvez.
controle remoto sem pilha,
antena caída, sem sinal...
a tela cinza, sem vida,
chia e chia!
mais uma noite se foi.
o açucar pela manhã já não é mais o mesmo,
entrou formiga.
densa intensidade de sentimentos
presentes da falta que faz!
precisa de uma voz,
só uma, só dela,
apenas ela!
Werther Fioravanti , 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
A música é a arma

"Fela nasce em 1938, na cidade iorubá de Abeoukuta (Nigéria), mesma cidade de nascimento do escritor nigeriano Wole Soynka, prêmio Nobel de Literatura em 1986. Vindo de uma família de intelectuais de classe média, com quase todos os seus irmãos formados em medicina, Fela parte para Londres em 1958 com o mesmo intuito, o de estudar medicina. No entanto, com pouco tempo de estadia em território britânico, percebe que o seu interesse era definitivamente outro; acaba estudando música e forma uma banda que misturava jazz, soul e algumas variantes de ritmos africanos. Daí em diante, a arma de Fela passa ser realmente a música. Porém, ele só terá a consciência profunda disso depois de sua turnê pelos EUA, em 1969, onde ele passa dez meses e acaba tendo contato direto com o movimento dos Panteras Negras."
quarta-feira, 8 de julho de 2009
(...)

Não estava bom. Mas não sabia o que era bom. Nem haveria história se estivesse. Ele sabia que faltava alguma coisa, mas aparentemente não se importava. Era um tal de acordar atrasado, correr até o ponto da esquina e pegar a condução lotada de pessoas como ele. Sem terem muita certeza de que era daquilo que gostariam para suas vidas. O semblante entregava a interrogação de cada um. O clima de navio negreiro faz com que se deseje que o dia chegue logo ao fim. E ainda estamos falando da primeira cena. O cheiro de café e as caras de sono seriam os próximos sinais de que alguma coisa estava errada. Mas nada se fala, passa-se a régua em tudo que ficou pra trás e se perde entre papéis, números e letras. Com tantas bocas para alimentar, não há tempo para pensar no que falta, tem que se preocupar no que falta para o trabalho ser entregue no prazo. Nesse instânte o cigarro faz com que tenha tempo pra respirar. Faz sentido. Os dois ponteiros apontam para o céu. Sinal que temos uma hora para a segunda parte. A comida de hoje tem o mesmo gosto da comida de ontem que tem o mesmo gosto… de quê? Não tem tempero. A tarde promete ser ilusoriamente mais tranquila que a manhã, o que não se termina hoje se deixa para amanhã. A pressa é aparente, só tem ansiedade para abrir aquele incrível e-mail sobre o nada. Que neste cubiculo parece bem real. Horas mais tarde, no caminho de volta o corpo pesa, a preocupação muda de cenário. O que era crise mundial se transforma na compra do mês. Com o semblante mais pesado ele faz o caminho inverso. Em casa toma banho, janta, arrisca brincar com as crianças, lembra que na vida que se leva não há mais espaço para imaginar outra realidade. Pé no chão, bunda no sofá, controle na mão. Nem dá pra dizer onde a cabeça está. Se é que está. Não estando mais tão entusiasmado assim, dá um beijo na patroa e deita na cama. Falta ainda alguma coisa.
terça-feira, 30 de junho de 2009
milagre de São João


domingo, 28 de junho de 2009
navegando sem cais
Puta cena linda e só.sexta-feira, 26 de junho de 2009
Encontro dos trilhos
O que buscavam? Não se sabia! Mas seus destinos seguiam.
A cada cinqüenta metros paravam e se perguntavam – “será que faz sentido? O norte está certo? Parece não ser esse o caminho?” – e em silêncio, continuavam seguindo o mapa que pouco se via pelo desgaste do papel.
Em metros e metros naturalmente se adaptavam a dúvida, como também a companhia do outro. Seguindo este ritmo, rumo ao norte em passos de dança e música, os trilhos se abraçaram, e se beijaram loucamente. Num piscar de olhos surge o inevitável, não se vê e não se entende, mas surge. Amor!
Maldita hora! O norte ainda não era definido no papel, a bússola que um deles ganhou quando criança ainda por cima não funciona direito, e agora, amor. Conflitante como a escolha do rumo certo a seguir, surge inquietamente entre e dentro de cada um.
E logo adiante, chuva! Corre, corre, corre! Sorte que logo ali se vê um abrigo, e pra lá foram, ensopados e perdidos, mas incrivelmente felizes.
Passando o sufoco da chuva, voltam os trilhos a percorrer o caminho, que começara então se tornar um só para ambos.
Como viajantes e tripulantes de um destino não sabido, com um norte falho, sujeito a qualquer interferência natural ou não em seu desfecho, seguem conscientes do inesperado. E por ai se vão, rumo ao norte.
(werther fioravanti, 26.6.09)
domingo, 7 de junho de 2009
sua voz???
Pergunto-me, que voz é a minha??? a resposta sai como um som projetado, incorporado e vomitado... os ruídos são constantes, uma performance entre o jogo de espelho eu - outro. Não é simples se diferenciar... me invento como sujeito, inspirado por armas camufladas que joga entre as nervuras cotidianas, o sangue percorre meu braço, minha garganta sangra como sentido de ainda se ver como vivido...
Perguntam o que sou. Digo "um alguem que inventa seu caminho"...

